O Projeto Humanizar a Comunicação é um percurso de pesquisa observante e reflexiva, fruto de uma parceria entre a Incipit Hub e o Desacelera SP. Ele nasce do desejo de Carol Messias e Mi Prazeres de aprofundar a reflexão que elas vêm construindo sobre as conexões entre a comunicação autoral e a comunicação slow. A pergunta central que move suas investigações é: o que é uma comunicação humanizada?.

Será que faz sentido falar em humanização da comunicação quando a entendemos como uma habilidade exclusivamente humana? Será que esse termo tem a ver com algo que aconteceu no processo, no uso e/ou no resultado da comunicação na contemporaneidade?

Vivemos um momento histórico em que a comunicação – marcada pela aceleração social do tempo e indexada pelas engrenagens tecnológicas – acelerou. 

O automático é rápido, mercadológico e baseado em fórmulas.

O humano é devagar, autoral e vivo.

“Comunicar inclui informar fatos, pontos de vista e afetos, mas sua função não é apenas informacional – há um aspecto transformacional da comunicação que impacta diretamente nosso ser (micro) e nossa cultura (macro). A linguagem cria mundos, muros e pontes”, afirma Carol.

O projeto que Carol e Michelle empreendem desde 2019 se debruça sobre as relações do humano com a comunicação e o potencial que essa habilidade carrega (e que parece estar sendo convocada pelo adjetivo “humanizado” que emerge nos discursos atuais). Elas pretendem refletir juntas e também pesquisar um campo da comunicação humanizada, por meio da escuta de pessoas que estão construindo pensamentos e conhecimentos sobre as diversas áreas e práticas da comunicação. A partir dessa curadoria de vozes, informações e conhecimentos, elas pretendem organizar o percurso em forma de obra viva. O percurso, que será registrado no site do DesaceleraSP, deve trazer abordagens, componentes e elementos de uma comunicação que recobre seu aspecto humano.

“Em um contexto de excesso informativo e de aceleração social do tempo, falar em humanizar a comunicação é falar em recobrar os sentidos que nos movem nesta comunicação. Olhar para a comunicação enquanto um processo vivo e que, portanto, não se trata de mera transmissão. Comunicação é vínculo, ponte, ressonância. E acontece no corpo, no entre e no durante das relações humanas”, afirma Michelle. 

As primeiras entrevistas do projeto começam em junho. A previsão é de que o percurso de pesquisa, observação, escuta e sistematização tenha duração de um ano.

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